Colónia Lunar da NASA

Colónia Lunar da NASA

Trinta e seis anos dos 17 astronautas de Apollo deixarem a superfície da lua, a NASA prepara-se para retornar. O programa Constellation pretende pousar a próxima geração de astronautas na Lua em 2020. Este interesse renovado na exploração lunar é parte de um objectivo mais amplo, uma missão tripulada bem sucedida a Marte e outros destinos do Sistema Solar. Em Janeiro de 2004, o Presidente George W. Bush anunciou planos para um novo capítulo da exploração espacial. Ele sugeriu o retorno de seres humanos à Lua como preparação para a exploração humana de Marte.


O plano incluía aposentar o Õnibus Espacial e substituí-lo por um novo Veículo de Exploração Tripulado, capaz de transportar cargas pesadas não só até a Estação Espacial Internacional, mas também para missões de longa duração a Marte. As missões Órion equivalem ao que a Mercury e Gemini foram para a Apollo na Lua: servem para testar os sistemas e tecnologias necessárias para missões longas em Marte. Para realizar esta ambição, a NASA inspira-se no sucesso de suas explorações tripuladas anteriores. Uma combinação entre as tecnologias da Apollo e do vaivém Espacial, aliada a contribuições de ponta de todos os 10 centros da NASA, está criando a Órion e veículos de lançamento.

A Órion é uma fusão de tecnologias aeroespaciais já existentes. Será lançada com motores, potentes foguetes lançadores e um grande tanque de combustível externo do programa do vaivém Espacial. No entanto, não irá carregar o módulo da tripulação como seus predecessores. Ela irá posicionar-se no alto, como a Freedom 7 e a Friendship 7 das missões tripuladas Mercury. Isso irá aumentar a segurança, evitando que destroços possam danificar o veículo tripulado, como aconteceu com o Ônibus Espacial Columbia em 2003. O Columbia foi destruído na reentrada depois que placas de isolamento térmico danificaram sua asa esquerda durante o lançamento.

Cronologia de todos os acidentes espaciais

Cronologia de todos os acidentes espaciais

O acidente com o ônibus espacial Columbia, com sete astronautas a bordo, incluindo o primeiro de Israel, foi o mais recente de uma série de desastres desde o início da exploração do espaço, em 1957, com o lançamento do satélite soviético Sputnik. A seguir, uma cronologia de alguns acidentes espaciais importantes:

Outubro de 1960 - Noventa e uma pessoas morrem quando um foguete R-16 explode no centro espacial Baikonur, no Cazaquistão (União Soviética).




Janeiro de 1967 - Três astronautas dos EUA - Virgil Grissom, Roger Chaffee e Edward White - morrem em um incêndio a bordo da Apollo 1 durante simulação de lançamento no Cabo Canaveral.
Abril de 1967 - O cosmonauta soviético Vladimir Mikhailovich Komarov torna-se o primeiro homem a morrer no espaço. O pára-quedas de sua nave falhou no retorno e a nave caiu na Terra.
Junho de 1971 - Três cosmonautas soviéticos morrem durante a reentrada na atmosfera, após 24 dias em órbita em um laboratório espacial. Foi um recorde de permanência.
18 de março de 1980 - Cinco técnicos morrem no Cosmódromo Plesetsk, da Rússia, quando um foguete Vostok explodiu durante reabastecimento. O incidente apenas foi anunciado em 1989.
28 de janeiro de 1986 - Sete astronautas dos Estados Unidos, incluindo uma professora, morrem a bordo do ônibus espacial Challenger, 72 segundos após o lançamento do Cabo Canaveral.
18 de abril de 1986 - Um míssil Titan, provavelmente carregando um satélite militar, explode pouco depois do lançamento na Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia.
3 de maio de 1986 - Foguete Delta levando um satélite climático de 57 milhões de dólares explode pouco depois do lançamento, no Cabo Canaveral.
22 de fevereiro de 1990 - O 36o foguete Ariane, da Europa, levando dois satélites japoneses, explode menos de dois minutos após partir de Korou, na Guiana Francesa.
7 de setembro de 1990 - Parte de um foguete Titan, dos EUA, cai de um guindaste e explode na Base Edwards da Força Aérea, mandando chamas de 45 metros de altura ao ar e matando uma pessoa.
18 de junho de 1991 - Foguete Prospector de 15 metros de altura, com 10 experimentos científicos da Nasa e de universidades, é destruído após desviar-se de seu curso ao ser lançado do Cabo Canaveral.
2 de agosto de 1993 - Foguete Titan 4, provavelmente levando um caro satélite militar espião, explode após lançamento da Base Vandenberg da Força Aérea.
1o de dezembro de 1994 - Foguete Ariane número 70, da Europa Ocidental, cai no Atlântico com o satélite de telecomunicações PanAmsat-3, de 150 milhões de dólares, após lançamento de Kourou, Guiana Francesa.
26 de janeiro de 1995 - Foguete Long March 2E, de projeto chinês, explode com um satélite de comunicações a bordo após lançamento de Xichang, no sudoeste da China.
23 de outubro de 1995 - Foguete Conestoga não tripulado, com 14 experimentos científicos, explode 45 segundos após o lançamento de uma instalação da Nasa na Virgínia.
15 de fevereiro de 1996 - Foguete levando um satélite de comunicações Intelsat 708 explode pouco após o lançamento em Xichang, na China.
20 de maio de 1996 - Foguete Soyuz-U levando um satélite de reconhecimento explode 49 segundos após o lançamento de Baikonur.
4 de junho de 1996 - Foguete europeu Ariane-5 explode 40 segundos após lançamento para seu vôo inaugural, a partir da Guiana Francesa.
20 de junho de 1996 - Foguete Soyuz-U explode após lançamento do campo de Plesetsk, com satélites de comunicação a bordo.
20 de maio de 1997 - Foguete russo Zenit-2 carregando um satélite militar Cosmos explode 48 segundos após lançamento.
12 de agosto de 1998 - Programa norte-americano de foguetes Titan é suspenso quando um Titan 4A explode pouco depois do lançamento. Foi um dos desastres mais caros. O custo do foguete e de sua carga de satélite militar foi estimado em mais de 1 bilhão de dólares.
27 de agosto de 1998 - Foguete Delta 3, com um satélite de comunicações, explode em uma bola de fogo de 225 milhões de dólares poucos depois do lançamento para seu vôo inaugural.
10 de setembro de 1998 - Falha de computador derruba um foguete ucraniano carregando 12 satélites comerciais, minutos após lançamento de Baikonur.
5 de julho de 1999 - Foguete russo Proton-K sofre problemas ao desvencilhar o motor e partes do propulsor e cai. Uma parte de 200 quilos caiu no quintal de uma casa particular. O campo de lançamento foi fechado temporariamente pelo Cazaquistão, que entrou em disputa com a Rússia por causa dos custos de limpeza e aluguel do local.
23 de setembro de 1999 - A nave da Nasa Mars Climate Orbiter, de 125 milhões de dólares, desintegra-se ao entrar na atmosfera de Marte por causa de confusões entre seus construtores sobre unidades métricas e inglesas.
28 de outubro de 1999 - Foguete russo Proton cai pouco após lançamento de Baikonur. Levava um satélite de comunicações.
3 de dezembro de 1999 - A sonda Mars Polar, da Nasa, perde contato com a Terra após chegar ao planeta vermelho. A missão custou 165 milhões de dólares.
15 de agosto de 2002 - Sonda Contour da Nasa, de 159 milhões de dólares, explode após deixar a atmosfera da Terra. A missão, iniciada em 3 de julho, tinha como objetivo chegar a cometas.
11 de dezembro de 2002 - Um foguete Ariane-5 da Agência Espacial Européia, que passara por melhorias, explode pouco depois do lançamento de Korou, na Guiana Francesa, destruindo dois satélites com valor estimado em 600 milhões de dólares no Oceano Atlântico.
1 de fevereiro de 2003 - Ônibus espacial Columbia, carregando sete astronautas, incluindo o primeiro de Israel, desintegra-se sobre o Texas ao entrar na atmosfera, após missão de 16 dias.



NASA - Centro Espacial Lyndon Johnson

NASA - Centro Espacial Lyndon Johnson

Outros Temas Relacionados com a NASA

O Centro Espacial Lyndon B. Johnson é o centro de comando dos vôos tripulados da NASA, baseado na cidade de Houston, Texas, Estados Unidos, construído num gigantesco terreno doado ao governo por uma universidade local nos anos 50 do século passado.
Inaugurado em 1961, tornou-se totalmente operacional em 1965, passando a controlar e monitorar todas as missões tripuladas norte-americanas, da missão Gemini IV até hoje. Conhecido em seus primeiros anos como Centro de Espaçonaves Tripuladas, passou a ter o nome atual a partir de 1973, ano da morte do ex-presidente Lyndon Johnson, que era um político texano.


Dirigido hoje pelo ex-astronauta Michael Coats, o centro é também lugar onde estão guardadas todas as amostras de pedras e solo trazidas da Lua. E o local onde todos os astronautas que voltaram da Lua cumpriram seus períodos de quarentena.

O local mais famoso e importante do Centro Espacial é a Sala de Controle de Vôo, o local de onde as tripulações no espaço são diretamente dirigidas aqui da Terra. Formada por várias fileiras de estações de trabalho computadorizadas, cada uma delas é a base de operações de alguma equipe de controle da missão e cada uma tem seu código, usado nas freqüentes comunicações telefônicas entre os diversos setores, que participam do monitoramento de uma missão tripulada. No alto e a frente dos consoles, estão as grandes telas de plasma, onde os profissionais acompanham em imagens, gráficos ou dados de computador todas as etapas da missão.

As Salas de Controle dos vôos do ônibus espacial e da Estação Espacial Internacional tem basicamente os mesmos equipamentos e estrutura de suporte, sendo que a da ISS é menor e opera com menos controladores de vôo. Por essas famosas salas passaram toda a história da exploração espacial dos Estados Unidos, das primeiras naves Gemini do anos 60 até as atuais missões dos ônibus espaciais, passando por todo o Programa Apollo e as missões Skylab.
Grupos de turistas, profissionais de ciências astronômicas e estudantes visitam o Centro Espacial todos os dias, vindos de todas as partes do mundo.


Telescópio Espacial Hubble

Telescópio Espacial Hubble

Ele foi lançado inicialmente com um defeito de fabricação numa das suas lentes. O erro de dois mícrons significava que os dados de imagem enviados pelo Hubble eram praticamente inúteis.




Durante uma missão do vaivem espacial, enviada em Dezembro de 1993 para consertar o telescópio Hubble, um pacote óptico especial foi instalado para corrigir os defeitos do espelho original. Basicamente, o Hubble abrigava um par de lentes acopladas a ele.

Desde então, o Hubble se transformou num dos mais valiosos instrumentos da história da astrofísica, enviando algumas das mais surpreendentes imagens jamais vistas.



(A enorme galáxia que aparece aqui capturou outra no seu campo gravitacional. Apesar das galáxias se cruzarem, a menor não tem a velocidade necessária para escapar da atracção gravitacional, e finalmente, acabará se fundindo com a galáxia maior)


(A Nebulosa da Águia é uma incubadora de estrelas, em que estrelas de formação recente são criadas no interior de grandes nuvens de poeira e gás.)

NASA - Centro Espacial John F. Kennedy

NASA - Centro Espacial John F. Kennedy

Outros Temas Relacionados com a NASA

O Centro Espacial John F. Kennedy (KSC) é o porto espacial de lançamento de veículos espaciais da NASA localizado no Cabo Canaveral, na Ilha Merritt, nos Estados Unidos. O local se localiza entre Miami e Jacksonville. Ele possui 55 km de comprimento e cerca de 10 km de largura, cobrindo uma área de 567 km². Cerca de 17 mil pessoas trabalham no local. Existe um centro de visitantes e passeios públicos, sendo o KSC um dos principais pontos turísticos para os visitantes da Flórida. Devido ao fato de grande parte do KSC ter limites para seu desenvolvimento, o local também serve como um santuário ecológico, possuindo apenas 9% de seu terreno desenvolvido.





As operações são atualmente controladas do complexo de lançamento 39, localizado no Vehicle Assembly Building. Seis km a leste do local de construção dos veículos estão duas bases de lançamento. 8 km ao sul está localizada a Área Industrial KSC, aonde muitas das construções de suporte do centro estão localizadas, bem como as centrais administrativas.





As únicas operações de lançamento do Centro Espacial Kennedy são no complexo de lançamento 39. Todas as outras operações de lançamento ocorrem na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral (CCAFS), a qual é operada pela Força Aérea dos Estados Unidos.

Complexo de visitantes

O complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy, operado pela Delaware North Companies sem nenhuma despesa de taxas, é o local de muitos museus, dois teatros IMAX, e vários tours de ônibus permitindo que os visitantes tenham uma visão mais próxima de várias áreas restritas, o que de outra forma não seria possível. Incluído na admissão base está a transporte via ônibus à area restrita da torre de observação no piso do complexo de lançamento 39, e ao Centro Apollo-Saturn V. A torre de observação provêm visões não obstruidad de ambas as bases de lançamento de todo o Centro Espacial Kennedy. O Centro Apollo-Saturn V Center é um grande museu construído ao redor de sua peça de exibição, um veículo de lançamento Saturn V restorado, e apresenta outras exibições relacionadas ao espaço, incluindo uma cápsula Apollo. Os teatros permitem que os visitantes revivam partes do programa Apollo. Um simula o ambiente no interior de uma sala de lançamento na era Apollo durante um lançamento de uma missão Apollo, e o outro simula a aterrisagem da Apollo 11.

O Complexo de visitantes também inclui duas construições utilizadas pela Astronauts Memorial Foundation. A mais visível destas é o Space Mirror Memorial, uma grande pedra de granito gravada com o nome de todos os astronautas que morreram no cumprimento de suas funções. Estes nomes são constantemente iluminados por trás, com luz natural quando possível, e luz artificial quando necessário. Os nomes brilhantes parecem flutuar em um reflexo do céu. Displays suplementares próximos dão os detalhas das vidas e mortes dos astronautas memorializados. Em outro local do Complexo de visistantes esta a Fundação Centro para Educação Espacial, que inclui um centro de recursos para professores, entre outras instalações.

O futuro da NASA

O futuro da NASA

OUTROS TEMAS RELACIONADOS COM A NASA

De acordo com o plano estratégico e visão da exploração espacial da NASA, ela está direcionando seus esforços para os seguintes objetivos:

1 - Voar o ônibus epacial, com a maior segurança possível até a sua desativação, em 2010;

2 - Concluir a Estação Espacial Internacional de acordo com os compromissos da NASA;

3 - Ampliar os seus programas em ciência e aeronáutica, ao mesmo tempo concentrando-se nas aventuras exploratórias do vôo espacial humano;

4 - desenvolver, construir e pilotar um novo Veículo de exploração tripulado do Projeto Orion com os seus veículos de lançamento Ares até 2014;

5 - Desenvolver e expandir as parcerias com indústrias privadas;

6 - desenvolver um programa de retorno da Lua, estabelecer uma base lunar e buscar a exploração subseqüente de Marte e outros destinos.




Críticos discutem se os benefícios da exploração espacial justificam o alto custo

história da NASA mostrou que esta pode fazer coisas impressionantes, mas também mostrou que ela precisa de uma forte liderança presidencial, forte liderança dentro da NASA, apoio público e patrocínio congressista. A NASA possui a infra-estrutura implementada para liderança, para atingir as suas metas científicas e técnicas e para informar e educar o público. A NASA continuará a fazer coisas impressionantes em aviação e exploração espacial.